Santana de Parnaíba

Etimologia: Pan-n-eeí-bo – Em tupi, lugar de muitas ilhas, rio difícil de navegar.

Gentílico: parnaibano.

Localização:Latitude – Sul 23° 26’ 39”
Longitude – Oeste 46° 55’ 04”
Altitude – entre 696 e 1202m
Região oeste da grande São Paulo

População Censo 2010 – 108.813 hab.

População estimada 2015 – 126.574 hab.

Território – 179km²

Densidade Demográfica (estim.2015) – 703hab/km²

População alfabetizada (censo 2010) – 94.906hab.

Domicílios – 35.753.

IDHM 2010 – 0,814.

PIB 2012 – R$4.973.572mil.

Eleitores 2014 – 74.600.

História


Santana de Parnaíba, uma cidade histórica localizada a 40 km de São Paulo - microrregião de Osasco está ligada à ocupação e defesa do Planalto de Piratininga, já que sua fundação foi consequência lógica da política portuguesa de ocupar o planalto e seguir para o sertão.

Fundada às margens do rio Tietê, Santana de Parnaíba transformou-se em ponto estratégico para as expedições ao interior do Brasil. Teve origem na fazenda do português Manuel Fernandes, que, depois de sua morte passou a ser administrada por sua viúva, a matriarca Suzana Dias e pelo seu primogênito André Fernandes, considerados fundadores da cidade. Em 1580 a matriarca e seu filho resolveram erguer uma nova capela em honra de Sant’Ana.

Em 14 de novembro de 1625, o povoado conquistou o status de vila, prerrogativa até então concedida “serra acima” a São Paulo de Piratininga e Santo André da Borda do Campo.
Parnaíba tornou-se centro de bandeirismo, berço de Bartolomeu Bueno da Silva (pai, filho e neto, os três alcunhados Anhanguera) e de Domingos Jorge Velho. Teve em sua história a presença de Raposo Tavares, Padre Guilherme Pompeu de Almeida (o financiador das bandeiras), Fernão Dias e tantos outros bandeirantes que contribuíram para a expansão das dimensões do território nacional.

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O Brasão de Armas

O projeto confeccionado por Dr.Affonso de Escragnolle Taunay foi oficializado pela lei nº1 de 2 de maio de 1925.

O brasão apresenta uma coroa mural, um escudo em fundo azul, com a representação do mapa do Brasil em duas partes, em cores dourada e prata, em alusão ao Tratado de Tordesilhas.

Dois bandeirantes aparecem, por serem responsáveis pela expansão do território brasileiro. O da direita, armado à cintura de uma espada, carrega o estandarte com a imagem de Santa Ana, orago do município, e o da esquerda está armado de um bacamarte.

A coroa é o símbolo da emancipação política, e, de prata com oito torres (das quais unicamente cinco estão aparentes), característica reservada às cidades.

A divisa da mesma cor do escudo, em letras douradas, em latim, recorda a ação de Santana de Parnaíba: “PATRIAM FECI MAGNAM” – A minha pátria fiz grande!

A Bandeira

A bandeira de Santana de Parnaíba, de autoria do Prof. Arcinoe Antônio Peixoto de Faria, assim se descreve:

Retangular de cor azul, com uma cruz firmada em vermelho, envolta em amarelo, deitada, tendo estampado sobre o encontro de suas listras um círculo branco contendo o Brasão de Armas.

A cruz é símbolo de fé e o círculo o de eternidade, indicando a fé dos munícipes na eternidade de seu município.

O simbolismo das cores da bandeira é o mesmo do brasão de armas, observando-se, entretanto, que os metais ouro e prata do brasão de armas equivalem ao amarelo e branco da bandeira.

A cor azul vem a ser a representação heráldica de justiça, nobreza, e lealdade.

A cor vermelha representa audácia, intrepidez, honra e nobreza, lembrando os atributos dos bandeirantes.

Hino de Santana de Parnaíba

De autoria da Prof.ª Alba de Mello Bonilha, instituído pela lei nº 1.193 de 28 de novembro de 1986.

“Santana de Parnaíba,
Berço de heróis consagrados.
Cidade dos bandeirantes,
Deste solo muito amado.
Com orgulho festejamos
O dia dos bandeirantes!"

"Salve! Anhanguera, Borba Gato,
Fernão e Suzana Dias,
Bravos heróis do passado!"

"Daqui partiram as bandeiras,
Por rincões ignorados,
Levando no peito a cruz,
Nos lábios o nome amado,
De Santana de Parnaíba,
Essa terra alvissareira."

"Viva! Esses homens destemidos.
Vivam todos que engrandeçam
Nossa terra brasileira!"